Manifestação contra desemprego ameaça palácio presidencial

A presidência da República de Angola, pela primeira vez, na era de João Lourenço, foi abalada por um protesto de jovens que pressionavam o cordão policial para se aproximarem a 100 metros do Palácio.

Diferente de José Eduardo dos Santos, em que com uma manifestação, de grande dimensão, mandava seus filhos para o exterior do país, no sábado (24) João Manuel Gonçalves Lourenço manteve-se intacto no palácio presidencial.

Fontes do palácio afirmam que desde a estrutura intermédia ao mando superior da Presidência da República, levantou naltura um grande susto “suspense”, em função da aderência dos jovens, na sua maioria desempregados e a fúria para chegarem a casa do presidente.

Os manifestantes eram monitorados por via de câmara vigilância. Na manifestação de Luanda, com a brutalidade policial foram registados dois feridos, dentre eles um grave que teria sido encaminhado para o hospital público por ter sido atacado por um cão: “quase que perdia os testículos” disse Geraldo Dala, porta-voz da organização de protestos contra o desemprego que ocorreram em várias cidades angolanas.

Além de Luanda, desempregados manifestaram-se também nas províncias de Malanje, Bengo, Uíge, Benguela e Kwanza Norte.

Fontes junto aos manifestantes uma onda de protestos serão levados acabo caso a problemática do desemprego não seja revista.

O Presidente da República, João Lourenço, chegou ontem (segunda-feira) a Tóquio (Japão), 22h00 de Angola, para participar, de 28 a 30 deste mês, em Yokohama, na 7ª Conferência Internacional de Tóquio Sobre o Desenvolvimento de África (TICAD7).

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