Estudantes lançam campanha para pagamento da multa da condenação de Francisco Teixeira Líder do MEA

O activista e actual Secretário Executivo Francisco Teixeira foi condenado na manhã desta sexta-feira, 27, pelo Tribunal Provincial de Luanda a uma pena de 60 dias e pagamento de 200.000.00kzs de indemnização para o antigo director de informação da Televisão Pública de Angola (TPA), Gonçalves Ihanjica e 70.000.00 de taxa de justiça.

O Movimento dos Estudantes Angolanos já lançou uma campanha de recolha de ajuda financeira para pagamento de valores da condenação do activista.

A décima quarta secção de crimes comuns do tribunal provincial de Luanda, julgou o líder do Movimento dos Estudantes Angolanos, Francisco Teixeira, acusado de calúnia e difamação contra o antigo director de informação da Televisão Pública de Angola (TPA), Gonçalves Ihanjica. Além do Teixeira estão igualmente arrolados no processo o jornalista Jorge Eurico (ausente) e António Francisco.

O caso remonta desde 2017, quando Francisco Teixeira, que viu falecer dois parentes próximos em consequência do surto da febre amarela, terá feito um “telefonema intimidatório” contra o jornalista Gonçalves Ihanjica, acusando-o de ser o responsável pelo “mortífero ataque” da doença que, em 2016 vitimou milhares de pessoas em todo o país.

Na chamada telefónica gravada e difundida nas redes sociais, o líder do Movimento dos Estudantes, Francisco Teixeira ainda sentido com a morte dos seus ente queridos, envolve-se em trocas de palavras com o então director de informação da TPA que na era de José Eduardo dos Santos gozava de fortes influências no Palácio Presidencial, atribuindo-lhe a culpa de ter proibido os órgãos de comunicação social públicos de transmitirem qualquer informação sobre o surto da febre amarela como forma de evitar que o país ficasse na boca do mundo.

O Tribunal Provincial de Luanda condenou também o jornalista Jorge Eurico (ausente) a uma pena de 90 dias e pagamento de 1 milhão de kzs, para indenmização ao Ihanjica. Já António Francisco foi absolvido por não se comprovar o seu envolvimento.

O Decreto