João Lourenço precisa punir exemplarmente Eugénio Laborinho por facilitar entrada de Covid-19 em Angola – dizem cidadãos

Enquanto coordenador adjunto da Comissão Intersectorial de Gestão das Medidas Contra a Expansão do COVID-19, Eugénio Laborinho deve ser exonerado por ter supostamente facilitado sua filha Chelsea Laborinho a violar regras para não ficar em quarentena institucional, por sinal, o voo que trouxe os casos que começam a se propalarem pelo país.

Na altura, 17/03, vários cidadãos angolanos instigaram tumultos e desordem no Aeroporto 4 de Fevereiro, tendo culminando com o rompimento do cordão policial colocado no local, para permitir que o trabalho interno de rastreio, listagem fosse feito, forçando assim que os mais de 300 passageiros passassem a quarentena nas suas residências.

A partir deste momento os angolanos começaram a registar os primeiros casos de contaminação

Relatos chegados ao 111, muitos destes passageiros não cumprem a quarentena domiciliária e passeiam pelo país.

Além das lojas, cantinas e supermercados estes passageiros saem até do território de Luanda, indo para Benguela, Uige Cuanza Norte entre outras províncias.

Os dois primeiros casos foram cidadãos angolanos que regressaram ao país nos dias 17 e 18 de março, vindos de Portugal um deles do polémico voo.

Esta segunda-feira foi apresentado mais um caso vindo na mesma aeronave. Deste modo estão criadas as condições para a propagação do Covid-19 em todo território nacional.

Entretanto o Presidente da República já mudou a liderança da Comissão Intersectorial de Gestão das Medidas Contra a Expansão do COVID-19.

Fontes seguras indicam que João Lourenço terá dispensado de uma reunião o ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, e na altura, segundo homem da comissão interministerial criada para lidar  com a pandemia do coronavírus.

Activistas pedem exoneração de Eugénio Laborinho por facilitar entrada de Covid-19 em Angola

As reações não se fizeram esperar contra a decisão de João Lourenço em mudar apenas a liderança da Comissão Intersectorial de Gestão das Medidas Contra a Expansão do COVID-19 questionando  não a sua exoneração: “Eugénio Laborinho, se não fosse próximo ao JLO amanhã mesmo já estaria fora do cargo. Mas como estamos diante de duas figuras irresponsáveis e maldosas, nada lhe vai acontecer” lamentou Nito Alves.

“o comportamento dele foi contra a nação… o ministro do interior desrespeitou em primeiro lugar o povo!!! Foi no voo que veio a sua filha que arranjou artimanhas para retirar-lá em que veio os infectados que poderão se alastrar” disse o cidadão Osvaldo Humberto .

A outra opinião é do estudante Osvaldo Pedro que apela pela responsabilização do titular da pasta do interior: “O Ministro do interior merece ser responsabilizado pela falta de educação e abuso do poder, face as regras de prevenção contra o Covid-19” disse.

Já Francisco Teixeira, responsavel do MEA classifica o acto de irresponsavel: “e é um verdadeiro exemplo de nepotismo… Abaixo o Eugénio Laborinho” acrescentou.

“Infelizmente vivemos ainda num estado onde as práticas democráticas não são visíveis, prezando-se o status social nas decisões importantes  mesmo que elas as vezes representam perigo para a maioria esmagadora dos angolanos. O caso da filha do ministro do interior é uma ofensa moral ao povo angolano e um contra-senso dos objectivos traçados pelo executivo “. Timóteo Miranda

O Decreto