O labirinto de Laborinho

Com o aumento de casos positivos confirmados pelas autoridades sanitárias da pandemia da COVID-19, vários cidadãos em Angola continuam a pressionar para que o Ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, seja responsabilizado – a começar com a sua exoneração do cargo que ocupa desde 2019.

Laborinho, que também é membro Bureau Político do MPLA, é apontado como tendo permitido à sua filha violar as regras “impostas” pela Comissão Multissectorial, tendo “fugido” do meio dos outros passageiros que acabavam de chegar de Portugal e que deviam ficar em quarentena institucional na Barra do Kwanza.

A facilidade que tinha sido dada à filha do Ministro do Interior, Eugénio Laorinho provocou “revolta” entre os demais passageiros, que no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, chegaram de protagonizar um “tumulto que obrigou” à Comissão Multissectorial reunir-se de emergência e, na altura, a decisão tomada era de que, “todos os mais de 300 passageiros deviam cumprir a quarentena domiciliar”, surgindo assim os primeiros casos de contaminação local, já que a sua maioria violou a “quarentena domiciliar”.

Após divulgação nesta quarta-feira, 31, da identidade do juiz da Comarca do Namibe, Januário Catengo e do ex-ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso que tinham sido “retidos” e obrigados a retrocederem por, supostamente terem violado a cerca sanitária, segundo porta-voz das Forças de Defesa e Segurança, Waldemar José, as críticas contra Eugénio César Laborinho e pedidos para que seja responsabilizado aumentaram cada vez.

Em diversas redes sociais e comentários de várias pessoas, cidadãos questionam por quê da permanência de Eugénio César Laborinho no cargo de Ministro do Interior.

Recorda-se que recentemente uma onda de descontentamento foi levada a cabo por activistas e jornalistas angolanos, em que colaboradores de Laborinho atribuíam os actos à uma cabala alegadamente montada a partir de agentes próximos ao Pedro Sebastião, actual Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, aproveitando-se o facto de sua filha ter estado no chamado “voo da confusão” para pedirem a sua exoneração.

É atribuída a Eugénio Laborinho a pretensão de substituir Pedro Sebastião no cargo de Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República.

O Decreto

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