Disputa de terras chega a Banguela com maus-tratos e detenções de jovens

Várias detenções foram levadas a cabo esta quarta-feira, 24, na província de Benguela, a mando da Administração Municipal.

Muitos destes detidos foram colocados em liberdade na tarde do mesmo dia, mantendo até ao momento encarcerado, o jovem Emerson Marcos.

Segundo fontes ligadas à Associação Cívica Omunga, esta organização defensora dos direitos humanos naquela província,  realizou no dia 11 deste mês uma visita de constatação à comunidade das Salinas (em conflitos de terras com a Administração Municipal de Benguela) no município de Benguela, com objectivo de se inteirar sobre os avanços da construção de uma escola construída pela comunidade com fundos próprios.

A escola do ensino primário e 1º ciclo “Rainha Nzinga Mbandi”, situada na comunidade das Salinas, no Município de Benguela, também pode ser vítima do martelo demolidor das autoridades.

Entretanto, nos últimos dias, vários protestos têm sido realizados com vista a defender a integridade da referida escola.

Considerando, que 66 crianças inscritas, não foram inseridas por sobrelotação das salas, a comissão foi recomendada pelos inspectores da direcção provincial da educação para que, a comunidade visse a possibilidade de construir salas anexas provisórias ( chapa) .

Importa lembrar que, as crianças que frequentam aquela escola, são provenientes de 12 bairros vizinhos da comunidade. Por outra colaboradores da escola, como os professores, as responsáveis da limpeza e os seguranças, que tomam conta da escola são pagos através das contribuições dos moradores, tal conforme foi construída a mesma escola.

Neste momento, as principais preocupações da comissão dos moradores, estão ligadas à falta de carteiras, o reconhecimento total da escola, a falta de energia elétrica, água canalizada (neste momento a escola depende de cisternas).

Uma alerta do Bloco Democrático (BD), dá conta que, a Administração de Benguela, decidiu demolir o Bairro das Salinas, ao Sul de Benguela, à saída para a Baía Farta, acordou na manhã de hoje em alvoroço ante a ameaça de demolição, alegadamente por o Bairro, habitado por cerca de 400 famílias, ser “Reserva Fundiária do Estado”, pelo que a Administração Municipal de Benguela decidiu pôr os tratores em acção e deitar abaixo uma escola, um hospital e as residências construídos pelas populações deslocadas de guerra.

O Decreto