Conheça a origem da discórdia entre Folha 8 e MPLA

MPLA: Elefante destruído por uma formiga. Foi necessário apenas uma frase para que o MPLA estremece-se sua estrutura.

O partido governante repudia, com veemência, esta terça-feira, o jornal “Folha 8”, pela suposta publicação de um texto em que – segundo o partido dirigido por João Lourenço – associa o então Presidente de Angola, António Agostinho Neto, às figuras consideradas defensoras da escravatura.

O pequeno texto descreve que: «Vários países estão a retirar dos espaços públicos as estátuas de assassinos, ditadores e defensores da escravatura. Em Angola está a demorar muito para que isso aconteça». Das três “acusações” (assassinos, ditadores e defensores da escravatura) o Bureau Político do MPLA só contesta a terceira que é a “defensores da escravatura”.

Entretanto, o diretor do jornal angolano Folha 8 negou categoricamente que o órgão que dirige tenha publicado um texto associando o primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, a figuras ligadas à escravatura.

Em nota de repúdio ao que considerou ser uma publicação do Folha 8, o Bureau Político do MPLA considera “leviana e irresponsável” a inclusão de António Agostinho Neto entre essas figuras, cujas estátuas estão a ser removidas de espaços públicos, por manifestantes em alguns países.

Para o partido no poder, trata-se de uma “atitude despropositada e infame”, que “atenta contra a história e memória coletiva do Povo Angolano e revela falta de Patriotismo” do jornal Folha 8.

Em resposta, William Tonet diz nunca ter publicado qualquer artigo nesse sentido e acusou o partido de querer a sua “eliminação de caráter e física”.

Tonet explica que o Folha 8 nunca publicou as referidas notícias, mas o que apareceu no página do jornal no Facebook foi escrito por um internauta e não por ninguém da publicação,

Esta situação foi analisada no encontro entre a 7ª Comissão da Assembleia Nacional e a Comissão de Carteira e Ética, realizada na quarta-feira, 24, tendo no final do encontro presidente da Comissão de Carteira e Ética, Luísa Rogério garantido estar a acompanhar o assunto.

O advogado angolano William Tonet foi impedido de exercer a sua profissão devido à suspensão da sua cédula profissional provisória – suspensão determinada pela Ordem dos Advogados Angolana.

A suspensão foi feita de forma dramática, na semana passada, em pleno julgamento do ex-comandante da polícia Quim Ribeiro, em que William Tonet era um dos advogados de defesa. O procurador-geral adjunto Adão Adriano António, afirmou no tribunal ter recebido uma denúncia da Ordem, segundo a qual William Tonet não teria um curso válido de direito.

O Decreto