“Estamos a morrer uns atrás dos outros” diz militante do MPLA em carta dirigida a João Lourenço

Triste realidade do MPLA e a ditadura de João Lourenço

Antigamente nos era dito: “Tem calma que ainda eis muito jovem (com 40 anos), hoje com 55 ou 60 anos dizem: “já é muito tarde, vamos dar prioridade aos jovens”.

Pergunto, se  os países altamente desenvolvido só tinham jovens na governação? Há aqui uma quebra de gerações que devemos parar, custe o que custar (também queremos a nossa oportunidade), pois a nossa frustração e revolta nos levará a um estado de depressão e a manifestações públicas e até mesmo uma revolta anunciada dos cinquentões e sessentões (que andaram a vida inteira de arma na mão ou em zonas de guerra, sem a mínima hipótese de terminar os estudos). O nosso desespero  é tão marcante  que estamos a morrer uns atrás de outros.

Uns morrem de tristeza tal é a frustração, outros de doenças originadas pelos traumas  da guerra, outros em extrema pobreza. No entanto, ter em conta que alguns tiveram um pouco mais de  sorte e estudaram, são formados e esperam infinitamente a sua oportunidade. Pois, serviram nas FAPLA, FAA, Defesa Popular, ODP, BPV e no MPLA, mesmo sendo bons militantes, nunca foram tidos e  nem achados por não serem de famílias mediáticas ou bajuladores.

Hoje o filme está a repetir-se, são sempre os mesmo “iluminados” que dançam em várias cadeiras. A dança das cadeiras de Ministro, Director, Vice Ministro, Secretario de Estado, PCA, Deputado, Govern ador,  Membro do CC, Embaixador.

 E nós, os militantes exemplares e patriotas verdadeiros que tanto temos feitos  por Angola, somos sempre preteridos, pese embora  formação, trajectória politica partidária, ideias, sem actos de corrupção ou sem riqueza licita e ilícita!

Afinal, somos nós aqueles  que garantimos o MPLA  ganhar em 1992, 2008, 2012 e 2017

Com nostalgia sentimos que apesar da nossa geração ter feito  Angola de hoje, continuamos a não ser merecidamente reconhecidos.  Dá-mos a cara, o coro e o cabelo, e logo, depois da vitória alcançada somos esquecidos. Será que é digno que os elementos da UNITA, amnistiados por JES, hoje terem uma melhor vida que nós membros do Partido governamental?

Pelo andar da carruagem  quando A UNITA governar Angola  o que será de nós, talvez a total indigência.

Tem sido muito  triste, é continuar a ver oportunistas e bajuladores   caídos de paraquedas  que pouco ou nada fizeram a assumirem cargos e funções cimeiras, tanto no executivo como na Direcção do MPLA.

Triste ainda é ver Membros do BP  e CC, sem trajectória politico partidária, sem história e sem provas dadas.

Carta de João Pedro militante do MPLA