Centenas de trabalhadores despedidos desde início da pandemia

Cerca de 84 empresas suspenderam, de Abril a Junho, o vínculo laboram com 4.180 trabalhadores, devido à crise resultante da pandemia da Covid-19, segundo ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Rodrigues Dias, que falou durante a discussão, na especialidade, da Proposta de OGE Revisto, outras 35 empresas têm a intenção de despedir 2.886 trabalhadores, o que a acontecer vai perfazer um total de 7.066 funcionários desempregados.

Entretanto, para protestar a estes desempregos e a promessa feita pelo presidente João Lourenço a quando da Campanha Eleitoral de 2017, no mês de setembro está prevista nos dias 20 e 21, uma mega manifestação contra o desemprego em todo país.

Por outro lado, a ministra Teresa Rodrigues Dias garantiu que, a apesar deste cenário, os esforços do Executivo são permanentes, tendo apontado o Plano de Acção e Promoção da Empregabilidade (PAPE), aprovado pelo Presidente da República, que prevê a criação de 500 mil empregos.  “No momento em que se delineou o Programa, não se imaginava que surgiria a pandemia da Covid-19, por isso as razões de operacionalização do programa e da sua continuidade mereceu um estudo prévio que terminou recentemente e visa o ajustamento do programa”, sublinhou.

Teresa Dias informou que o sector que dirige preparou, igualmente, os pacotes da Política de Empregabilidade e do Fundo da Reserva e Estabilização do Instituto de Segurança Social, para poder garantir a sustentabilidade e evitar a dinâmica de suspeições que se vêm levantando. Também avaliou o Fundo Social da Segurança Social.

Sabe-se que esta é a quinta manifestação que aborda a questão do desemprego. Recorda-se que nos últimos mês muitas manifestações em Angola foram reprimidas pelas autoridades angolanas, dando nota negativa a governação de João Lourenço que supostamente dá mas abertura das liberdades comparativamente ao seu antecessor Eng. José Eduardo dos Santos.

João Lourenço tem desde o início do seu mandato, instrumentalizando a justiça a seu favor, segundo o jurista Pedro Kaprakata se no passado os jovens eram detidos e levado até ao 44, agora os jovens que se manifestam são presos e condenados imediatamente.

O Decreto