“Não vamos votar no MPLA”- dizem desempregados que ameaçam abandonar as fileiras dos camaradas

Nos últimos dias vários jovens foram para o desemprego por falta de politica de empregabilidade do executivo de João Lourenço, e com agravar da crise financeira com o surgimento da pandemia da Covid-19.

Nas Lundas por exemplo cerca de cinco mil ex-trabalhadores da empresa angolana de exploração de diamantes, Endiama, ameaçam abandonar o MPLA, caso o Presidente João Lourenço não resolva o seu problema, segundo Ventura Camutu, porta-voz da Comissão Sindical do Cuango, que disse também que está em causa a falta de regularização da reforma e de pagamento de subsídios.

Recentemente mais de 700 antigos trabalhadores dos Bancos Mais, Postal e Valor encerrados por ordem do Banco Nacional de Angola dizem-se abandonados pelas autoridades angolanas, por outro lado, alguns deles ameaçaram igualmente abandonar o MPLA, inclusive: “o próprio país” disse

Outro grupo, já abandonou o MPLA são os cerca de cem trabalhadores da empresa de transporte urbano de passageiro na cidade de Luanda, SGO, ligada a FESA, Fundação Eduardo dos Santos.

Referindo-se a eleições futuras, os antigos trabalhadores de várias empresas e da Endiama dizem que “não vão votar no MPLA”

Entretanto, para protestar a estes desempregos e a promessa feita pelo presidente João Lourenço a quando da Campanha Eleitoral de 2017, no mês de setembro está prevista nos dias 20 e 21, uma mega manifestação contra o desemprego em todo país.

Sabe-se que esta é a quinta manifestação que aborda a questão do desemprego. Recorda-se que nos últimos mês muitas manifestações em Angola foram reprimidas pelas autoridades angolanas, dando nota negativa a governação de João Lourenço que supostamente dá mas abertura das liberdades comparativamente ao seu antecessor Eng. José Eduardo dos Santos.

João Lourenço tem desde o início do seu mandato, instrumentalizando a justiça a seu favor, segundo o jurista Pedro Kaprakata se no passado os jovens eram detidos e levado até ao 44, agora os jovens que se manifestam são presos e condenados imediatamente.

O Decreto