Mães acusam governo angolano de abandonar a sua sorte Iniciativa Angolana de Células Falciformes

Várias mães de crianças com anemia falciformes acompanhadas a mais de um ano, por médicos angolanos, ligados ao programa de Iniciativa Angolana de Células Falciformes, clamam por maior apoio a esta iniciativa.

Cerca de 10 mil crianças nascem anualmente em Angola com anemia falciforme, segundo directora Nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, que falou a quando da inauguração de um centro médico no Cacuaco, no âmbito da celebração do Dia Mundial da Consciencialização sobre a Doença Falciforme.

Segundo Laura Fernandes mãe de um menino, os médicos estão apavorados com o desprezo por que passa o programa: “eles não sabem se este programa irá continuar ou não porque desde o início da pandemia da Covid-19 que o ministério da saúde não fala nada” disse.

Já Teresa Dala explica que o teste do pezinho ajuda muitos famílias a saberem o estado de saúde dos seus filhos a partir dos 3 meses de idade podendo fazer assim acompanhamento das crianças e dando-lhes qualidade de vida: “só para se ter uma ideia este mesmo teste custa cerca de 60 á 80 mil kwanzas nas clínicas” disse.

Acrescentando que: “neste programa fazes o teste e não pagas nada” clamam as mães.

“Será que uma senhora que vive de vendas ambulantes terá condições de fazer tal exame?” questiona Rita Fumuma.

Maria Vicente outra mãe entende que se o referido programa parar vão colocar milhares de crianças sem dignidade: “vamos continuar a ter os nossos filhos a viverem sem o minimo de dignidade” disse.

A anemia falciforme é uma doença hereditária que passa de pais para filhos, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue.

De acordo com a coordenadora da Iniciativa Angolana de Células Falciformes, Margarida Teixeira, mensalmente são recolhidas e processadas cerca de 8 mil e 500 amostras nos centros de apoio da doença em Luanda e  mil e 500 nos centros de Cabinda, as únicas regiões com unidades do género.

Informou que os centros realizam rastreio neonatal, diagnóstico, cuidados e tratamento, bem como formação de profissionais e sensibilização nas comunidades.

O Decreto