Antigo director-adjunto do SIC-Luanda Jorge Pederneira nomeado Director de Combate aos Crimes Contra Património do SIC-Geral

O superintendente Jorge Pederneira, antigo director-adjunto do SIC-Luanda, está nomeado desta o final do mês de Agosto para o posto de Director de Combate aos Crimes Contra Património da Direcção Geral do Serviço de Investigação Criminal dirigido pelo Comissário-Chefe Arnaldo Manuel Carlos.

Pederneira tinha sido afastado quando, seu filho Welliton Pederneira, (na foto) disparou a queima-roupa (na madrugada do dia, 20 de Novembro de 2016) contra o cidadão Ricardo Asha, de 26 anos de idade, sem quaisquer motivo.

Aquando do assassinato Welliton Pederneira, era instruendo da Escola Nacional de Polícia.

Na altura, o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, Mateus Rodrigues, fez saber que a soltura de Welliton Pederneira envolvido no assassinato do amigo não tinha nada a ver com a corporação que representa porquanto aquele organismo tinha feito o trabalho de casa que se consubstanciava na detenção do homicida, instrução do respectivo processo e a consequente remessa à Procuradoria.

Recentemente os familiares da vítimas apelaram a justiça em vários órgãos de Comunicação Social mas não foram ouvidos.

Dias depois, em reunião realizada numa terça-feira, 10, na direcção provincial de Investigação Criminal de Luanda, ficou decidido o reenquadramento de Welliton Pederneira para o Departamento de Investigação Criminal da Divisão do Talatona, não tendo se apresentando após diversas deuncias feitas pelo O Decreto.

Sabe-se agora, que com a nomeação de Jorge Pederneira, ao posto de Director de Combate aos Crimes Contra Património da Direcção Geral do Serviço de Investigação Criminal, Welliton Pederneira, pode ser reentegrado nas suas funções mesmo não tendo cumprido com a decisão judicial após assassinato do amigo.

Recorda-se que tudo aconteceu quando um grupo de jovens juntaram-se para aquilo que seria um convívio normal no largo próximo à casa de Ricardo. Eram 1:00h da manhã de Domingo, quando o grupo de amigos convivia, entre os quais Welliton Pederneira, 23 anos, o autor do disparo. A cerveja, no local em que se encontravam, tinha acabado e o grupo decidiu adquirí-la num outro sítio.

Vunda da Silva, de 39 anos, tio da vítima, conta que, a meio do caminho, Welliton entendeu que tinha de tirar a pistola que carregava na cintura e ameaçar os amigos porque, em seu entender, andavam muito lentamente. “Disse: vocês estão a andar muito devagar, vou vos fazer correr. Daí fez o disparo que vitimou mortalmente o meu sobrinho”, conta.

O Decreto