João Lourenço matou a esperança de muitos angolanos – Armando Kaquepa

O Secretário Provincial da UNITA no Cuanza Sul, é de opinião que o presidente João Lourenço continua a ostentar o casaco de José Eduardo dos Santos. Segundo Armando Manuel Kaquepa, mais conhecido por Kaquepa, João Lourenço matou a esperança de muitos angolanos: “deitou por fora a esperança dos jovens sobre o primeiro Emprego, e continua a ostentar o casaco de Governação do JES” disse.

Kaquepa é o nosso entrevistado de hoje, nasceu em Catanda Município do Seles Província do Cuanza Sul, historiador de formação tem oito filhos e duas mulheres.

O Decreto: Que avaliação faz a Governação de Job Capapinha?

Armando Manuel Kaquepa “Kaquepa“: Quanto a Governação do Job Capapinha, faço uma avaliação muito negativa cuja a incompetência parte do Gabinete do PR, Conselho de Ministros e da Assembleia Nacional que desconhecem da realidade Geográfica e populacional do K Sul. Localmente é uma Governação que partiu mal logo no princípio penso que faltou-lhe antes fazer um estudo Sociológico deste território.

O Decreto: Como Governador sombra, qual tem sido o seu papel numa fase como esta da pandemia da COVID-19?

Kaquepa: Como Governo Sombra meu papel em época de COVID-19 tem sido não só de fiscalizar as políticas gizadas pelo governo no que tange combate a pandêmia,  mas também promover palestras de Sensibilização das populações na observância rigorosa do cumprimento das medidas que se impõe, outrossim distribuimos máscaras, álcool/em gel, sabão azul e produtos alimentares.

Por outra doamos medicamentos no Gungo, Atome e Botera pois o que mais mata os Angolanos é a malária.

O Decreto: Terceiro ano de governação de João Lourenço, qual é a sua avaliação?

Kaquepa: Três anos de Governação do JLO, o balanço que faço é totalmente negativo. Primeiro não passou de promessas irrealizaveis anuais, Nada mudou na vida dos cidadãos pelo contrário retirou o pão da boca de milhões de angolanos, matou a esperança dos angolanos, deitou por fora a esperança dos jovens sobre o primeiro emprego, continua a ostentar o casaco de governação do JES.

O Combate a corrupção não passou do marketing político, complicou a vida de milhões de Angolanos basta ver a onda de descontentamento nas ruas e no interior do seu partido, Exonerações mensais e  trimestrais, enfim o balaço é muito negativo. Angola recuou no tempo e no espaço tristemente.

O Decreto: O que o senhor tem feito para acabar com o 5-0 no Cuanza-Sul?

Kaquepa: A História de 5-0 para o K Sul é sim uma triste realidade uma das causas do fraco desenvolvimento da Província, considero que o nosso trabalho está ganhando espaço muito positivo, outro dado positivo é que o povo do Kwanza-Sul percebeu que as várias injustiças que a Província é submetida decorrem dos 5-0 pois os Governantes dormem na sombra da bananeira nada fazem para está Província levam recursos lá onde há disputa política. Nós temos estratégias sérias para mudarmos o Quadro actual ( Como o assunto é estratégico a essência fica connosco e vossas excelência vão beneficiando-se dos efeitos ou seja resultados deste grandioso trabalho.)

O Decreto: qual é o nível de participação da juventude no desenvolvimento da província e no país?

Kaquepa:  O nível de participação da Juventude para o desenvolvimento do País considero negativo por razões de políticas públicas exclusivistas do Regime do MPLA, este não dá oportunidades aos jovens muitos deles licenciados, doutores e mestrados hoje o trabalho é na praça os 500 mil empregos ficaram no papel.

O Decreto- certamente conhece a actuação do CNJ, que avaliação faz?

Kaquepa: Quanto ao CNJ talvez fale do CPJ/K Sul que para mim é muito cedo pois tem nova Direção, importa salientar que se continuarem com políticas erradas do Executivo Angolano nada de bom esperaremos deste CNJ pior um pouco ao nível local basta relembrar que recentemente a juventude Angolana Promoveu uma manifestação contra o desemprego, notamos que este Órgão colocou-se ao lado do Governo.

O Decreto: Que avaliação faz dos tribunais do País? Acha normal não se criar nenhum partido em tempo do JLO?

Kaquepa: A avaliação que faço dos tribunais angolanos é negativo. Nós temos problemas sérios na justiça Angolana, pois sabemos que ainda vivemos de ordens superiores.

Não.

Não acho normal não se criar nenhum partido na época do JLO, a  Criação de novos Partidos, só será possível quando for do interesse do regime, pois enquanto não for não vai se criar partido algum.

Nós já vimos partidos a serem criados 3 meses antes das eleições, com intuito de dispersar votos.

O Decreto: Já pensou no que fazer se for Governador do Kwanza-Sul?

Kaquepa- Já sim. Se for Governador da província, as minhas prioridades serão nas áreas sociais tais como: educação, saúde, agricultura, vias de comunicação terrestre, água e luz. Consequentemente devolver o poder ao Povo.

O Decreto: A Província do Kwanza-Sul continua a viver momentos de intolerância política?

Kaquepa: A intolerância politica no K Sul é uma realidade, Nós continuamos apelar o diálogo permanente e fazer advertências aos jovens a não aceitarem usar óculos de madeira porquê enquanto nós lutamos com bandeiras outros em Luanda estão lutando distribuindo-se os dinheiros saqueados do Erário.

O Decreto: Há uma grande onda de protestos nos últimos tempos, qual é a sua apreciação?

Kaquepa: Os Prostestos a nível do País são sinais dos tempos, é uma mensagem clara que os Angolanos têm vindo a passar para os seus governantes incompetentes que os tempos mudaram. As vantagens como opositor o MPLA sabe.

Kaquepa diz que: “Minha vida como militante começou desde pequeno na componhia dos meu pais já em 1976 na Região Militar 50 isto é área do Bocoio Província de Benguela, Tive sorte de pertencer à um Centro de formação Integral da Juventude na Jamba Quartel General da UNITA naquela altura, importa sublinhar que sempre fui fiel aos idiais do projeto de Muangai como continuo até Hoje”.

O Decreto