Universidade Agostinho Neto impede homenagem ao estudante morto na manifestação

A Universidade Agostinho Neto negou o pedido da Associação dos Estudantes da UAN para que o estudante Inocêncio de Matos fosse homenagiado nas instalações da UAN.

Os estudantes da Universidade Agostinho Neto queixam-se de estarem proibidos de prestarem homenagem ao malogrado Inocêncio de Matos.

Segundo a nota da Reitoria da UAN, apenas a Faculdade de Ciências, onde o malogrado era estudante pede fazer a referida homenagem: “Cancelamento do acto de Solidarização – No âmbito da prestação do acto de solidarização marcado para amanhã (16.11.20), a Reitoria reuniu, tendo deliberado que somente a Faculdade de Ciências (onde o Inocêncio de Matos foi Estudante) fica autorizada a realizar qualquer acto de solidariedade. Sendo que todas as demais unidades orgânicas ficam assim impedidas de tal acto” lê-se na nota.

A nota proibi ainda os estudantes a tranjar-se de preto ou realizarem um minuto de silêncio: “Assim, somos a informar, que fica cancelado o nosso acto, sendo que, nenhum estudante deverá trajar-se de preto ou realizar o minuto de silêncio”lê-se.

Uma onda de solidariedade está a decorrer em rádios e plataformas online a com vista a apoiarem a família do estudante Inocêncio Alberto de Matos, mais conhecido por Beto, morto na sequência de agressões durante as manifestações da quarta-feira, 11, em Luanda.

Inocêncio de Brito foi morto pela Polícia Nacional conforme reafirmam os parentes do malogrado.

O pai, Alfredo Miguel Matos, antigo combatente das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), braço armado do MPLA na luta pela independência, diz que o filho não foi morto a tiros, mas sim pela tortura da Polícia Nacional (PN) e exige justiça: “Manifestação é um direito adquirido, não vejo qualquer motivo para que o meu filho fosse assassinado desta forma” disse.

Inocêncio Alberto de Matos mais conhecido por Beto, tinha 26 anos de idade, estudante do 3° ano da Universidade Agostinho Neto, frequentando o curso de Ciências da Computação.

O Decreto