“Não estamos a pedir o dinheiro do petróleo que já roubaram, nós só queremos o feriado” dizem históricos de 4 de janeiro

Os veteranos de 4 de Janeiro, mostram-se agastados pelo abandono a que foi submetido aquela região histórica do país.

Uma maior valorização e reconhecimento é o que o soba Tiago Malamba, secretário-geral do Conselho Angolano de Coordenação das Associações das Autoridades Tradicionais (CACAT), pede as autoridades angolanas.

Entretanto, na ressaca das comemorações dos 60 anos do início da luta contra a repressão colonial, vários são os históricos angolanos que apelaram ao reconhecimento dos mártires da repressão de 1961.

Por seu lado, o Ministro da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos “Liberdade”, que presidiu o acto central na província do Namibe, reconheceu momentos difíceis para os veteranos da luta colonial: “a situação actual dos antigos combatentes continua a ser ainda difícil e este ano 2021, vamos retomar o cadastramento que tinha sido suspenso em 2020” disse.

A devolução do feriado de 4 de Janeiro é classifica como grave ofensa para os veteranos: “nós queremos de volta o 4 de janeiro como feriado nacional, nós não estamos a pedir muito, não estamos a pedir o dinheiro do petróleo que já roubaram, e é uma falta de respeito a não valorização da data de 4 de janeiro” disse.

Para soba alberto Magalhães que na altura dos massacres tinha 15 anos, exige mais valorização dos mártires de 4 de Janeiro de 1984: “o Agostinho Neto meteu la pedra para aldeia piloto e mais ninguém deu cavaco” disse.

A revolta protagonizada a 4 de Janeiro de 1961 pelos mártires da Baixa de Cassanje é um dos marcos importantes da consciência patriótica e nacionalista do povo angolano.

O Decreto