Bombeiros nos municípios da Lunda-Norte sem meios técnicos para extinção de incêndios

A falta de meios técnicos que permitam a extinção de incêndios e intervenção em outras calamidades de emergência nos municípios do interior da província da Lunda-Norte, preocupa os agentes do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), que lamentam que, sempre que são informados de qualquer ocorrência, pouco ou nada fazem por falta de condições de trabalho.

No município do Cuango, por exemplo, na passada quarta-feira, 6, ocorreu um incêndio numa residência onde existia combustível, na vila de Cafunfo, que durou perto de quatro horas, os afectivos da Protecção Civil e Bombeiros, segundo testemunhas, “limitaram-se em observar à distância, porque nada podiam fazer, porque os meios que poderiam extinguir as chamas não existem”, disse uma testemunha no local.

Outro cidadão contou que, quando as chamas começaram a deflagrar-se, a população “gritou” por socorro dos bombeiros, tendo aparecido no local do incidente “apenas quatro agentes com um pequeno extintor retirado de uma das cantinas de um cidadão maliano”.

Dada à quantidade do fogo, referiu, os quatro bombeiros tiveram que recuar, argumentando que não tinham culpa nenhuma, uma vez que “nunca recebemos quaisquer meios do ministério do Interior para o efeito”.

O Decreto constatou que esta realidade é enfrentada igualmente pelos bombeiros dos municípios de Caungula, Cuilo, Capenda Camulemba, Lubalo, e Xa-Muteba. “Não existem materiais para tal”, disse um dos agentes.

Em conversa mantida com este portal, o agente do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, que preferiu o anonimato para não sofrer represálias, lamentou que os afectivos do interior da província da Lunda-Norte, trabalham em “péssimas condições” e apesar de várias reclamações feitas, segundo disse, “o quadro continua a piorar”.

A fonte do O Decreto revelou que, os bombeiros que trabalham na vila de Cafunfo, município do Cuango, não têm transporte para facilitar a locomoção dos efectivos diante de uma “chamada de emergência”.

Acolhidos numa das salas do aeródromo local por falta de uma unidade própria, os bombeiros de Cafunfo dizem que, entre os meios importantes que não têm consta os extintores, “daí não termos conseguido intervir para a extinção do incêndio da casa do senhor Puna”, disse outro agente.

População atribui “cartão vermelho” ao ministro Laborinho

 Os populares dos municípios cujos agentes do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), firmam que trabalham em condições “não dignas” perante a “inércia” do Ministério do Interior (MININT), atribuem a “culpa” ao titular da pasta Eugénio Laborinho.

Para a população dos municípios do Cuango, Caungula, Capenda Camulemba, Xá-Muteba, Cuilo e Lubalo, “é uma pouca vergonha os agentes dos bombeiros trabalharem em péssimas condições”, uma realidade de acordo com os munícipes “é vivenciada igualmente em várias esquadras policiais”, apontando como um dos exemplos, a 2ª Esquadra da Polícia Nacional na vila diamantífera de Cafunfo. “Não tem nada”, frisou um dos moradores.

“Se os afectivos trabalham nestas condições, a nota negativa é do ministro do Interior, aquém atribuímos um cartão vermelho, por não manifestar interesse em melhorar as condições laborais do sector”, apontou Adriano Mualunvula.

O Decreto