Centro de Rafael Marques contratado pelo Governo, para construção e apetrechamento de biblioteca nos estabelecimentos prisionais

O Centro de Estudos “Ufolo” do Jornalista, Rafael Marques vai ser o responsável pela construção e apetrechamento das bibliotecas nos estabelecimentos penitenciários do país. Informou a instantes a rádio despertar, o porta-voz dos serviços prisionais, Menezes Cassoma.

O Centro de Estudos UFOLO visa contribuir para fazer da sociedade civil angolana um agente activo, com intervenção real nas acções do poder político e com influência efectiva sobre as políticas e as atitudes que determinam o futuro do País.

Segundo o Cassoma, um protocolo de parceira foi ontem, 12, rubricado entre os Serviços Prisionais e o Centro de Estudos “Ufolo” conferindo a si, a construção, apetrechamento e gestão de todo acervo bibliotecário nas unidades prisionais do país.

Menezes Cassoma que não revela os investimentos financeiros resultante do acordo, avança que paralelamente a essa iniciativa, o Centro de Estudos “Ufolo”, estará empenhada na formação a reclusos e agentes penitenciários em matérias tecnico-profissional e direitos humanos: “o Serviço penetenciario assinou na manha de ontem com o Centro de Estudos UFOLO para construação e apetrechamento de bibliotecas e salas de estudos nas cadeias do país”.

Em relação ao valor envolvido Cassoma avança que não consigo citar números: “no fundo o serviços penitenciários não terá grandes contra partidos mas o centro tem apoios e através deste apoios na sua área social vai apetrechar estas unidades prisionais” disse.

Menezes Cassoma

Rafael Marques de Morais tem um longo histórico em viabilizar a responsabilização do governo angolano por violações de direitos humanos e corrupção através de seu criterioso, profundo e conceituado trabalho de investigação jornalística.

Marques já recebeu inúmeros prestigiosos prêmios internacionais por seu trabalho. Ele foi igualmente um defensor de direitos humanos, trabalhou para expor abusos contra os direitos das pessoas. Por esses esforços, ele já foi detido e preso várias vezes em Angola. O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas determinou que sua condenação anterior por difamação viola seus direitos à liberdade e à segurança pessoal, à liberdade de circulação e à liberdade de expressão.

Em maio de 2015, ele recebeu uma sentença suspensa de seis meses de prisão por difamação de generais das forças armadas em um livro que revelava assassinatos e tortura nos campos diamantíferos no país.

Marques de Morais é um proeminente jornalista e defensor de direitos humanos angolano, cujo trabalho é centrado na investigação e denúncia de actos de corrupção e violações de direitos humanos, em particular na zona de extração de diamantes. Ele também é o fundador e diretor do Maka Angola, uma iniciativa dedicada à luta contra a corrupção e à promoção da democracia em Angola. Seu livro, “Diamantes de Sangue”, publicado em 2011, documenta dezenas de casos de assassinatos, centenas de casos de tortura, deslocamento forçado e intimidação contra aldeões e garimpeiros nos municípios de Cuango e Xá-Muteba, na província da Lunda-Norte, Angola.

O Decreto