João Lourenço e a cumplicidade na repressão dos manifestantes

Vários activistas angolanos acusam João Lourenço, actual presidente da República de Angola, de ser cúmplice e mandante das agressões contra os manifestantes em todo país.

Pedro Fernandes um dos activstas que falou ao O Decreto entende que o silencio de João Lourenço, com os massacres da Lunda mostra claramente quao é culpado pelas barbaridades: “ele sabe e se cala é porque consente” disse.

O mais recente golpe contra as manifestações aconteceu esta quinta-feira, 4, por sinal, feriado nacional. Antes foram reprimidos e mortos vários cidadãos na província da Lunda Norte por tentarem se manifestar a favor da aonominia naquela parcela territorial.

A marcha promovida pela auto-denominada Sociedade Civil Contestatária que queria pedir por alternância, no dia em que se assinala o 60º aniversário do início da luta pela independência de Angola também teve vários feridos.

Geraldo Dala, um dos activistas espancado, diz que “vários foram levados para os hospitais e outros encontram-se desaparecidos”.

O também activista Afonso Paulo lamenta as agressões sofridas.

“Tive que me esconder debaixo de um camião, escapamos e muita gente foi levada, vi aproximadamente três”, conta.

Para David Salé, “os agentes estavam armados até aos dentes e muitos dos nossos amigos estão desaparecidos”.

No protesto foram erguidas barricadas de pneus incendiados nas estradas, tendo os bombeiros sido chamados a intervir.

Os organizadores pretendiam chegar a 100 metros do Palácio Presidencial para mostrar o seu descontentamento com a governação do MPLA desde a independência.

“45 anos é demais” era o lema da marcha cujos promotores consideram que o MPLA “já não tem nada para dar para o país” e que apenas pretende manter-se no poder para extrair as riquezas de Angola.

O Decreto

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