“Cenas do kota Jorgito” – Crónica de Joaquim Ribeiro

Hoje estou ansioso em vos contar as cenas do kota Jorgito,   um homem  na faixa dos cinquenta.

 O “Brother” ainda não tem filhos, em toda a sua vida, teve apenas uma experiência marital séria, que volvidos dois anos terminou.

Sobre esta relação amorosa emocionante, prometo contar pormenorizadamente numa outra edição desta publicação.

 Depois do desmoronar daquele caso, Jorgito, voltou a viver a sua   vida na base de   relações ocasionais, por considerar ter um fraco poder económico e achar ser por isso, que as “mboas” não o gostavam.  Paradoxalmente, vai gabando-se de ter tido muitos casos com mulheres espetaculares, desde negras lindíssimas, morenas e até mesmo louras.  Só que a malta sabe, que nenhuma destas relações foram duradouras.

Depois de ter vivido dois parcos anos na vila do Gamek com uma belíssima mulher, o kota mudou-se para o Zango 3, onde arrendou um “tchuna baby”, nas imediações da Dira, e ali vive sozinho.

 O homem, desafoga os seus prazeres sexuais com as “catorzinhas” da zona, que o cobram   parcos recursos.

A última cena bizarra que tirou   o kota do sério,  foi o começo de uma relação amorosa que teve o seu embrião numa noite de copos. A miúda elegante na faixa dos 20 anos chama-se, Marlene.  Bem -parecida com nariz pontiagudo da sua descendência caucasiana, parecia também ser muito fogosa. Simpática nos seus 1,65 m de altura e aparentava ser muito esperta.

No dia do sim, com as suas amigas já   limparam aos bolsos de Jorgito, perto de 30 mil kwanzas em cerveja e comida, num restaurante de segunda, naquelas paragens.   Mas estes gastos não o importaram, porque ele queria mesmo impressionar as damas.

 “O caldo só entronou”, uma semana depois quando Jorgito queria levar o namoro para outro estagio, pedindo à kandengue para ir ao seu “Kubause” onde queria “tirar umas águas” com a pequena.

Primeiro, a miúda estava a insinuar aparecer com as suas amigas.

– Estou com as minhas primas, posso aparecer ali com elas¬?

Ele bem filipado só questionou, “ quando nós estivermos a namorar elas vão ficar aonde? ”

 A dama retorquiu. “Você é que quer hoje, já te falei que estou com as minhas primas”.

 Nisto, o kota disse “vem, então amanhã”.

No dia seguinte, a “mboa” começou logo por intermédio de uma SMS, dizendo, “me liga agora”. Eram dez horas e 13 minutos. 

– Estou sem saldo, vou carregar depois.  Vem já!

 -Compra só saldo para mim também.

– Não tem makas , vem , vamos namorar um pouco,  depois vamos num ATM tirar alguma massa. Mete um fio – dental vermelho. Disse Jorgito, já bem excitado.

-Está bem, mas vai tirar o dinheiro primeiro quando estiveres com a massa me avise.

– Sem makas, se prepara já!

Um pouco triste, pensou consigo mesmo, “ porra, calhei mais com uma puta”.

-Para mim tira 12 mil, tenho dívida de peruca, estou a precisar muito deste dinheiro. Escreveu a miúda.

 O kota vê a mensagem, concorda, mas não responde. E a dama que dizia não ter saldo, vai mandando uma série de outras mensagens, sendo que a última delas, dizia:

-Olha o teclado do meu telefone está com falhas, eu queria escrever 20 mil kwanzas e não 12. Tens que me dar mesmo 20 mil, tenho uma dívida grande.

O kota, só teve tempo de escrever, “não me mande mais mensagens e este namora já acabou, sua bandida”.

Este é um caso para se dizer, o namoro de se coçar que estamos com ele.

Joaquim Ribeiro

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