Malange: População da comuna do Cota município de Kalandula disputa charcos de água com cabritos e sapos

Os habitantes da comuna do Cota, município de Kaladula, na província de Malange afirmam que enfrentam há anos, uma vida difícil, por falta de energia eléctrica e água potável, o que para “matar” a cede socorrem-se dos “charcos de água” onde os sapos fazem morada e os cabritos como seu local de abeberamento.

“Aqui não temos luz nem água”, lamentam os populares, revelando que, a rede eléctrica que era fornecida por meio de um gerador, parou há dois anos e os tanques de água que funcionavam com o sistema solar estão igualmente “estragados”, referem.

O Decreto sabe que, a população da comuna do Cota há muito que consome “água imprópria” que tem sido retirada em poços e nos buracos onde habitam os sapos. “Se tiver que beber água limpa, algumas pessoas pedem na administração ou num restaurante do bairro e enche muito”, disse a fonte.

Segundo um dos moradores do Cota, uma comuna que dista a poucos quilómetros da cidade de Malange, quando os populares não recebem alguns litros de água do restaurante ou na administração comunal, a única solução que encontram para matar a cede e lavar a roupa e não só “tem sido o partilhar num mesmo buraco onde os cabritos bebem bem como drenagem onde são escoados os excrementos de pessoas e animais domésticos pelas chuvas”.

A população teme que, com as chuvas que podem começar a cair na região com alguma intensidade, a situação pode agravar-se ainda mais arrastando lixo nos locais onde é retirada a água para o consumo humano.

Entretanto, por ser a única fonte de água, o soba proibiu as pessoas da aldeia para que não lavem roupa ou outros utensílios de casa porque de acordo com a fonte deste portal “é o único lugar de tirar a água para se fazer tudo”.

O portal O Decreto constatou que, todos os poços, incluindo os que foram deixados pelo colono português estão secos e fechados no matagal, e, onde a população pode encontrar um pouco do líquido preciso “é preciso acordar às 3h00 da manhã, uma vez que apenas um poço é que sai água”.

“Quando acaba, as pessoas têm de aguardar lá mesmo no lugar até ter água ao ponto de entrar no balde preto e puxar”, contou outro morador, para quem “os poços actuais são para morgar e desmorgar o bombom, mas também é lá aonde se tira água para beber, cozinhar, lavar e tomar banho”.

O Decreto

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