Somos atrasados por culpa da ditadura partidária – Diz Albano Capinala

O excesso de partidos no país empobrece mais os angolanos, porque acarreta muitos gastos do fundo público. Sem estes fazerem absolutamente nada para o angolano, esta é a apreciação do activista Albano Capinala, que passa a partir de agora a partilhar com O Decreto o seu ponto de vista sobre o país e não só.

O Decreto – Que avaliação faz da liderança dos partidos Políticos na/da oposição?

Capinala – Negativa, porque eles são os mais ditadores e divisionistas. Eles pensam apenas nos seus bolsos…

São muito reativos e autênticos corruptos.

O Decreto – Tens como provar?

Capinala – Há provas.

Exemplo, Sindika Dokolo, antes da sua morte, teve um acordo com o líder actual da UNITA, para patrocinar alguns milhões para chuvas de manifestações e criar caos no país, penso que não é esse tipo de oposição que queremos.

O Decreto – Tem como provar estas acusações?

Capinala – não tenho autorização para partilhar com o público as mensagens que provam a conversa entre Adalberto e Sindica.

O Decreto- Que Avaliação se faz do MPLA actual?

Capinala – Não existe MPLA do passado e do presente.

Existe um pouco de tolerância nas acções, quanto as questões das mortes dos cidadãos Angolanos que reivindicam.

Penso que os militantes do MPLA são mais tolerante, em relação os da UNITA.

O MPLA em quanto estiver todo este tempo no poder, é ditador, autoritário e arrogante em entender em governar o povo e a população.

O Decreto- Pelo que vê pode MPLA sair antes ou depois dos 50 anos no poder? Porque?

Capinala – Tudo depende do partido que o vai substituir.

Espero eu, que não seja essa oposição, que para mim, é uma “disposição” corrupta, onde o principal foco é o dinheiro e não o bem estar do povo e da população.

Da mesma forma que o MPLA não justifica os dinheiros dos angolanos, é o mesmo que se devia questionar aos partidos na oposição, que nunca falam ou justificam os milhões que recebem dos orçamentos do estado volvidos 45 anos. São todos gatunos e corruptos.

O Decreto- Para si, a juventude tem participação activa no desenvolvimento do país? De que forma?

Capinala – Não! O MPLA não deixa, não permite e muito menos cria espaços e oportunidades para o efeito. O que é lamentável. Facto este, é que ainda estamos a lutar com o lixo, quando os outros estão a lutar ter um espaço na lua.

Somos atrasados por culpa da ditadura partidária.

O Decreto – Quê avaliação faz aos tribunais do país? Acha normal não se criar nenhum partido em tempo de JLO? O Combate a corrupção lhe convence?

Capinala – O excesso de partidos no país, empobrece mais os angolanos, porque acarreta muitos gastos do fundo público. Sem estes fazerem absolutamente nada para o povo e a população angolana.

O combate à corrupção, tinha que ter um princípio, e o presidente Lourenço, teve, dou-lhe os parabéns, mais tinha de ser de outros modelos, por exemplo, não é necessário prender e humilhar os compatriotas, deve é negociar e tira-los o que é público, paulatinamente até. Nos 100%, tira os 70% e ele fica com os 30% e posteriormente tirar os 30% e ele ter o espaço de poder se articular para uma nova realidade e começo.

O Decreto- Passado 3 anos a caminho de 4, anos de governação do JLO, que Promessas eleitorais já se cumpriu?

Capinala – O presidente Lourenço, não cumpriu nem 1% do prometido, vê-se, que às pessoas perderam o poder de compra, o povo e a população, estão cada vez mais pobres, abaixo da linha da miséria. E isso não é governar, é assassinar aquele que o votou e deu-lhe a confiança de gerir o que é de todos.

O Decreto- O que acha sobre o elevado índice de desemprego? (principalmente dos jovens) Nos últimos tempos vimos dois Licenciados nas ruas do país mendigando por emprego. Onde está o problema?

Capinala – Má governação e o não querer governar com todos e para todos.

O Decreto- O que acha da igualdade do género?

Capinala – O homem define-se com singular genérico, nesta ordem à  mulher também é homem.

O resto chama-se, machismo e interiorização das e nas … ou no gênero.

O Decreto – O Silêncio do Presidente da República diante dessas mortes todas causadas pela Polícia Nacional. O que lhe diz?

Capinala – Se o presidente, for a vir à  responder tudo e todos, torna-se ridículo. A polícia tem o seu comandante e porta-voz e se necessário o ministro da tutela.

O polícia, antes é ser humano… precisamos repensar o país todos e chegarmos à  uma conclusão que somos irmãos e filhos da mesma Mãe Angola.

O Decreto – Diz-se que Angola é rico em recursos naturais, e por sinal é dos maiores exportadores de petróleo a nível mundial, mas maior parte da população é miserável, qual é a razão?

Capinala – Quando não se aposta nos recursos humanos, o resultado é a pobreza extrema.

O homem é que explora o petróleo, o homem é que fabrica o dinheiro, o homem é que mata o homem igual. E depois disso?

Deve-se construir salas de aulas e não escolas. Só assim, teremos cidadãos formados para o bem do povo e da população.

O Decreto – Já se pode falar da descentralização e  desconcentração em Angola?

Capinala – Não, porque ainda temos medo de perder os cargos e poder.

Tudo está concentrado e monopolizado, sem falar em politizado.

O Decreto- O PINN é prioritário atendendo a situação no país?

Capinala – Não, penso, que foi um recurso menos inteligente por parte do executivo em fugir das autarquias.

O PINN, só ajudou, no crescimento de mais delinquentes e corruptos nas as administrações públicas municipais.

O Decreto- Já estamos em ano Pré eleitoral, os Angolanos que vivem na diáspora, o que têm feito para terem direito a voto em 2022?

Capinala – Absolutamente nada. Por uma razão, eles não têm poder de decisão, quem pode decidir sobre está questão de exclusão, é o governo e posteriormente à Assembleia Nacional

O Decreto – O adiamento das eleições autárquicas, o que deve estar na base?

Capinala – Medo! O MPLA não é burro e muito menos estúpido, que chamaria as eleições autárquicas, antes das eleições gerais. Se assim fosse, o MPLA perderia as eleições gerais de 2022.

Facto este, as eleições autárquicas, no meu ver, serão convocadas 2023, em alguns municípios. Não é o que eu quero, mais é o que possivelmente virá acontecer.

O Decreto- Há uma grande onda de protestos em Angola nos Últimos tempos, qual é a sua apreciação sobre isso?

Capinala – Algumas vezes exageradas e sem lógica de ser…

Também como corre muito dinheiro por baixo das manifestações, talvez é um dos motivos para tantas chuvas sem molhar ninguém, apenas um número reduzido, armados em espertos. 

O Decreto- A União dos três partidos da Oposição, que apreciação faz?

Capinala – Uma estupidez e uma grande falta de respeito e consideração ao povo.

Não se chama tripartido, chama-se dois partidos e mais um cidadão, que tinha intenção de criar uma organização partidária e foi chumbado.

O Abel Chivukuvuku não é um partido, é um cidadão carismático, que é sempre usado para apagar fogo.

O Decreto- Participa de alguma causa social?

Qual é?

Capinala – Várias causas…

São muitas, por esse facto, não posso e não tenho como enumerar. O importante é o bem que eu faço e farei sempre aos meus irmãos e compatriotas injustiçados por um governo maquiavélico.

O Decreto- Se poderes ter uma conversa com o Presidente da República. O que lhe dirias?

Capinala – Levaria uma proposta que acabaria ou diminuiria significativamente com a delinquência juvenil e não só nosso país. E daria mais empregos diretos aos cidadãos…

Nome completo: José Albano Capinala

Apelido: Capinala

Local de nascimento: Luanda/Cacuaco

Estado civil: Solteiro

Profissão: …

Formação ou área de formação: variáveis

Destino em Angola: onde eu for chamado para exercer, eu ireí.

País dos Sonhos: Israel

Lema de Vida: Coragem

Hobbies:

Livros: Fome(pão, amor, verdade e liberdade) Mata Mourisca.

Conte um pouco como começou a sua vida cívica

Começou no final de 2008, concretamente 2009, ajudei um colega de escola, na altura no ensino médio. Lá com o gesto, todos tinham-me como a sua solução para determinados problemas.

O Decreto

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