João Lourenço exonera Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança

O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, nos termos da alínea d) do artigo 119 e do número 1 do artigo 125, ambos da Constituição da República de Angola, determina o seguinte: 

É exonerado Pedro Sebastião, do cargo de Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, para o qual havia sido nomeado no dia 28 de Setembro de 2017;  

Também hoje, o Presidente da República exonerou as seguintes entidades, depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional: 

 -General Apolinário José Pereira, do cargo de Chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar; 

 -General João Pereira Massano, do cargo de Director Nacional de Preservação do Legado Histórico-Militar do Ministério da Defesa Nacional e Veteranos da Pátria;  

 -Tenente-General António Mateus Júnior de Carvalho, do cargo de Secretário para os Assuntos de Defesa e Forças Armadas.  

NOMEAÇÕES: 

    O Presidente da República, nos termos da Constituição da República de Angola, nomeou Francisco Pereira Furtado para o cargo de Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República.   

Apoiado na lei 2/93, de 26 de Março – Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas Angolanas, e ouvido o Conselho de Segurança Nacional, o Presidente da República nomeou o General João Pereira Massano para o cargo de Chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar.  

CASA CIVIL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA em Luanda, 31 de Maio de 2021  

One comment

  1. JLO o exterminador

    Depois da “Grande Reportagem” ter divulgado os resultados da Operação Caranguejo”, em que estão evolvidos oficiais das FAA afectos a Casa de Segurança do PR, por suspeitas (que na verdade não são suspeitas, no meu entender) de crimes de peculato, retenção de moeda e associação criminosa, várias vozes discordantes da sociedade civil, inclusive, jornais digitais, que sempre condenaram o problema da corrupção há vários anos, hoje e, mais uma vez vêem dizer que o combate a corrupção é selectivo.
    Primeiramente o que devemos aqui falar e enaltecer é a coragem política do PR de combater a corrupção, entender que prender generais ou pessoas afectas ao aparato presidencial não é fácil e pode implicar muita coisa.
    Por outro lado, devemos lembrar que em vários discursos seus, João Lourenço, foi claro ao dizer que o país tem uma melhor apreciação da gravidade, da seriedade e da profundidade do abismo cavado pela corrupção em Angola. Que o mérito do MPLA consiste no facto de, enquanto partido governante, ter orientado o Executivo a encetar esta cruzada de luta contra a corrupção, mesmo sabendo do presumível envolvimento de militantes e dirigentes seus nos mais diferentes escalões da hierarquia partidária.
    Parece-me que foi uma operação bem articulada e às instituições que estiveram na sua execução devem ser aplaudidas inclusive o PR por continuar firme e forte nesta luta que continua a afundar o nosso país. Pensar que este é um combate que não vai dar em nada é deixarmos de acreditar que pode haver um futuro melhor para as pequenas e novas gerações e, não devemos nos permitir a isso. E acredito tal como ele disse “Se deixássemos a festa continuar talvez viessem a morrer de congestão de tanto comer”.
    Parece-me aqui que o objetivo é ludibriar as mentes menos reflectivas. Afinal de contas até quando teríamos que esperar alguma atitude do executivo no combate à corrupção? Esperar que um outro partido entrasse no poder? Afinal os que estão a ser presos são mesmo do MPLA.
    Todos sabemos que não é a primeira vez que se publica denúncias sobre o major Lussaty, e confronta-lo na altura talvez não fosse o momento oportuno de o fazer, se o fizessem talvez não teriam encontrado tudo o que encontraram ou saber quem são os verdadeiros tubarões por trás desta roubalheira.
    Lao Tsé já dizia “Mantenha os amigos sempre perto de você e os inimigos mais perto ainda.”
    Uma longa viagem começa com um único passo, então não percamos a esperança.

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