Mais uma vítima na Vila mineira de Cafunfo – agente de segurança do Estado mata a tiro adolescente de 14 anos

Sangue volta a ser derramado na vila mineira de Cafunfo por agente de segurança do Estado

A população do sector de Cafunfo manifesta-se “indignada” com a morte a tiro de uma adolescente de 14 anos, que em vida respondia pelo nome de Santa Manuel, tendo como o “assassino” um suposto militar das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificado por Joaquim Luís.

Segundo apurou O Decreto, o crime aconteceu na noite de sábado, 29, no bairro Gika, arredores da vila mineira de Cafunfo, palco dos assassinatos do dia 30 de Janeiro último.

De acordo com testemunhas ouvidas por este portal, a jovem adolescente foi morta com dois tiros que teriam atingido o antebraço esquerdo, que depois de socorrida para o Hospital Regional de Cafunfo, não resistiu aos ferimentos e a menor natural do Cuango acabou por sucumbir.

Os familiares contam que a Sandra (vítima) estava em companhia de mais duas amigas, que se dirigiram a uma das cantinas, onde a “infeliz” podia comprar pacotes de bolachas, porquanto estava sobre si o cuidado de quatro irmãos menores, pois, os pais estavam na lavra.

A família e a comunidade em Cafunfo exigem a responsabilização criminal do presumível infractor, uma vez que, “os que torturam e matam os cidadãos aqui indefesos nunca são punidos, o que significa que a impunidade nas lundas continua”, disse um dos activistas dos direitos humanos.

Fontes deste portal relataram que, no mesmo dia em que o militar Joaquim Luís, destacado na 52.ª Brigada das FAA do (SIME), atingiu mortalmente a pequena Sandra Manuel, teria interpelado “um maluco que não lhe respondeu”, sendo que, minutos depois abordou outros cinco jovens.

“Depois disso, o soldado encontrou outro grupo de meninas, onde fazia parte a Sandra Manuela, que levava três pacotes de bolachas, que ao interpelar as mesmas sem mais nem menos, começou a gritar’ vou matar”, contou uma das adolescentes.

Foi nesta ocasião em que o militar em causa teria disparado à queima-roupa com dois tiros contra a menor de 14 anos, que mesmo depois de socorrida pela por efectivos da polícia para o Hospital de Cafunfo, morreu na manhã seguinte, às 6h00 de domingo, 30 de Maio.

O Decreto sabe de fonte próxima que o militar acusado faz parte do Serviço de Inteligência Militar, que vive numa residência arrendada no bairro Gika, local onde havia protagonizado acção semelhante, com a sorte da vítima não ter morrido.

A fonte conta que Joaquim Luís tinha atingido com disparo de arma de fogo a sua própria irmã “sem lhe ter feito nada”, disse, acrescentando que “esses militares vieram com plano de acabar todos os filhos desta terra, e que não basta estarem a roubar as nossas riquezas”.

O Decreto

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