Polícia angolana impede jornalista da DW de fazer reportagem no Huambo

SJA condena “obstrução” à liberdade de imprensa no país pela Polícia Nacional

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) manifesta-se preocupado com às “obstruções” à liberdade de imprensa no país, por parte da Polícia Nacional e outras instituições públicas.

Em comunicado assinado pelo secretário-geral, Teixeira Cândido, na sequência da detenção, no passado sábado, 29, na cidade do Huambo, do jornalista José Adalberto, correspondente da DW (Rádio Voz de Alemanha), em Angola, impedido  de fazer o seu trabalho.

No comunicado enviado a O Decreto, Sindicato dos Jornalistas Angolanos “condena à obstrução ao exercício da liberdade de imprensa pelos agentes da Polícia Nacional, afectos à 3ª Esquadra, no Huambo, por terem impedido o jornalista de fazer a sua reportagem”.

Segundo o jornalista, José Adalberto, citado pelo sindicato, foi conduzido até à Esquadra, quando reportava sobre o papel social das cantinas, de cidadãos estrangeiros, na sequência de um telefonema de um suposto agente dos Serviços de Informação e Segurança.

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos entende que, “apesar do pedido de desculpas do Comandante Provincial da Polícia Nacional, em exercício, ao jornalista”, os efectivos da corporação “agiram com excesso de zelo”, pois o profissional “ficou sem concluir a sua reportagem”.

A nota salienta que, o SJA “manifesta-se preocupado com reiteradas incompreensões dos agentes da Polícia Nacional sobre o trabalho dos jornalistas”, e recorda que a liberdade de imprensa “é um direito fundamental e que os jornalistas não carecem de autorização das autoridades para qualquer trabalho em lugares público, salvo as restrições impostas pela Constituição e à Lei de Imprensa”, finaliza o comunicado.

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