UNITA exibe certificado de renúncia de nacionalidade portuguesa de Adalberto Costa Júnior

O documento que certifica a renúncia de Adalberto Costa Júnior à nacionalidade portuguesa apresentado esta sexta-feira, 16, em Luanda, demosntra que o politico concorreu e venceu o XIII congresso cumprindo com os requisitos exigidos legalmente.

O assento de Nascimento nº 181093/ com averbamento nº 3, de 11 de Outubro de 2019, apresentado pela direcção daquele partido, descreve: “Perdeu a nacionalidade portuguesa, nos termos do artigo 8º da Lei nº 37/81, de 3 de outubro, processo n.º 80042-SITPRO/2019 DA Conservatória dos Registos Centrais de Lisboa” lê-se no documento apresentado pelo Vice-presidente da UNITA, Simão Dembo.

Na ocasião além deste assento a UNITA exibiu também um certificado e uma declaração que autenticam a perda de mandato de Adalberto Costa Júnior antes de ser eleito presidente do Galo Negro.

O político, venceu o XIII Congresso realizado em 2019, com 53%, derrotando Alcides Sakala Simões, Abilio Kamalata Numa, Raul Danda e José Pedro Katchiungo.

De lá para cá, vários cidadãos que se intitulam serem da UNITA , contestam a sua liderança.

Kawiki Sampaio da Costa, antigo secretário para mobilização da UNITA em Luanda, e muitos dos seus companheiros escreveram para o Tribunal Constitucional exigindo a destituição de Adalberto Costa Júnior. Entretanto, a UNITA atribui essas tentativas de desestabilização ao MPLA.

Por sua vez, Rui Falcão, porta-voz do MPLA, afirma que “o MPLA tem mais de quatro milhões de militantes com quem tem de se preocupar de forma permanente” e “não tem tempo para se preocupar com a vida interna de outros partidos”.

“Qualquer um que tenha problemas internos, sonha com fantasmas e, acordado, tem insónias. A respeito, já fizemos um comunicado muito claro. Não temos e continuamos a não ter nada a ver com problemas internos de outros partidos. Sempre foi e vai continuar a ser essa a nossa postura. Quando internamente os problemas não são resolvidos, ainda há a possibilidade de recurso para os órgãos judiciais. Fazer recurso a terceiros que nada têm a ver com isso, só pode ser entendido como sinónimo de fraqueza e desespero”, conclui Rui Falcão.

Observadores em Luanda têm notado o aumento da “temperatura” nos discursos do MPLA e da UNITA, quando o país encontra-se em ano pré-eleitoral.

O Decreto

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